JOGO 16
Entre Amigos ENTRE AMIGOS

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ILHÉU Ilhéu

25/06/2016 | 14:00 | Furadinho


Aqui não, companheiro.

Jogadores comemoram um dos gols que selaram a vitória sobre o Ilhéu.
Foto: Adson Farias

NOTÍCIA | 28/06/2016 | POR: THYAGO PACHECO
Com atuação efetiva de seu trio de atacantes, EA se impõe diante do Ilhéu.

A tarde do último sábado foi de exaltação para os atacantes do EA. Inspirados, o trio alvi-rubro marcaram todos os gols na vitória por 4 a 2 sobre o Ilhéu, em um clássico que foi disputado de forma muito mais acirrada fora de campo do que dentro dele.

A semana foi agitada. Os bastidores tratavam do confronto como o mais aguardado por torcedores e principalmente jogadores, que prometiam não dar chances ao adversário, na maioria das vezes através de postagens em redes sociais, que potencializavam o clima de rivalidade entre as equipes. Em uma dessas ocasiões, jogadores do time do Ilhéu comentaram em um grupo de uma rede social onde também estavam jogadores do EA, que "atropelariam" o adversário. Faziam inclusive apostas sobre quem seriam os autores dos gols da vitória do seu time. O fato provocou ainda mais o instinto de superação dos jogadores alvi-rubros.

A provocação pareceu ter feito o efeito contrário ao esperado pelo Ilhéu. Ligados desde o primeiro instante de jogo, os atletas do EA não cometiam falhas na marcação e tornavam difícil a vida do Ilhéu, que apostava principalmente no atacante Willian Gota, que admitiu a amigos o desejo em marcar contra o ex-clube (o jogador atuou no EA em 2014 e 2015).

Porém quem soltou o primeiro grito foi o torcedor do EA, graças a Renê, que em lance típico de oportunismo, desviou chute de Willian em um rebote de escanteio para abrir o placar.

A desvantagem obrigou o Ilhéu a sair para o jogo. Os lançamentos em profundidade eram a principal alternativa. Na primeira delas, Willian Gota levou sorte na dividida com Luciano, porém na conclusão a bola saiu por muito pouco, assustando o torcedor do EA.

Mas, na segunda oportunidade, o EA não teve a mesma sorte. Em nova dividida, Luciano saiu mal e Gota ganhou. O jogador ainda teve tempo de erguer a cabeça e encontrar o companheiro livre na área para deixar tudo igual na arena.

A partir daí, todo o primeiro tempo ficou no "quase". As equipes foram para o vestiário sabendo que quem mantivesse a concentração, sairia com a vitória. E nesse quesito, ponto ou melhor, gol, para o EA. Logo no primeiro minuto da segunda etapa, em boa trama pela direita, Marlon encontrou Lê Passos bem posicionado na entrada da área. O camisa 7 chutou com rara precisão e colocou a bola no canto, rente a trave, deixando o goleiro do Ilhéu apenas como observador do sucesso alvi-rubro.

O gol veio como um balde de água fria no Ilhéu, que se viu novamente na necessidade de se desdobrar em busca do empate. Mas o EA estava disposto a sequer permitir que uma chama de esperança se acendesse no adversário. Poucos minutos depois do segundo gol, Deyvson e Nino aprontaram outro salseiro pela direita e o camisa 5 foi lançado na linha de fundo, para, com extremo capricho, cruzar para Thyago marcar de cabeça. O gol do atacante, que vinha amargando uma dura seca de gols, trouxe o estádio abaixo e mostrou ao Ilhéu que o caminho acabara de ficar ainda mais difícil.

O EA, por sua vez, estava determinado a tornar impossível a virada adversária. E em lance semelhante ao anterior, Thyago, dessa vez aproveitando cruzamento de Deyvson marcou o quarto gol alvi rubro.

Nem mesmo o belíssimo gol de falta marcado pelo Ilhéu foi suficiente para calar a torcida, que a essa altura, já cantava a plenos pulmões o grandioso feito dos seus atletas. O EA por pouco não chegou ao quinto gol. A bela cobrança de falta de Willian explodiu no travessão e só serviu para empurrar ainda mais seu torcedor, que cantou até depois do apito final.

A vitória colocou o EA na 17ª colocação, como primeiro time na zona de rebaixamento. Apesar da fase ainda estar longe da ideal, os jogadores acreditam em uma caminhada de sucesso motivada pelos resultados recentes.

- Essa foi a vitória de uma família. Família formada por jogadores, comissão técnica, diretoria e torcida. Família essa que sofreu muito nas derrotas, que foi perseguido, que foi humilhado. Sempre tivemos confiança nesse grupo e sabíamos que as coisas iriam melhorar. Agora um novo caminho está sendo traçado e tenho certeza que até o final desse campeonato teremos motivos de sobra para sorrir - declarou o meia Nino, emocionado após a vitória contra o ex-clube.

Apesar de toda motivação, o EA vai precisar de muita preparação para o confronto do próximo sábado. O time receberá às 14 horas na Arena, o Boêmios em confronto que promete uma dificuldade ainda maior. A expectativa é de casa cheia, já que o torcedor promete lotar o estádio.



FICHA TÉCNICA