JOGO 32
Casquinha CASQUINHA

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ENTRE AMIGOS Entre Amigos

15/10/2016 | 16:00 | Biguaçu



Eita, juizão...

Arbitragem no Casquinha não é mole!
Foto: Thyago Pacheco

NOTÍCIA | 17/10/2016 | POR: THYAGO PACHECO
EA sofre duro revés, com interferência lamentável da arbitragem.

Já se sabia que não seria um jogo difícil. O EA, atual lanterna do campeonato iria até Biguaçu enfrentar um dos candidatos a título na competição, que desde as primeiras rodadas se mantém no G4. O desafio tinha tudo para merecer o título de "missão impossível", porém acabou ficando mesmo a impressão de "12 homens e uma sentença".

O nome do filme clássico da década de 50 pode ilustrar um pouco do cenário geral da partida. Um dos times tinha um homem a mais em campo. E a sentença seria a derrota a quem se opusesse a eles. Sobrou para o EA, que encarou o tal décimo-segundo homem, que vestia amarelo e ostentava nada menos do que o título de presidente do clube. Não ficou claro ainda? É, o árbitro era o presidente do clube da casa.

Apesar de sabermos como isso termina, é importante ressaltarmos que no primeiro tempo o EA conseguiu suportar muito bem a pressão. Criou muitas jogadas principalmente pelas laterais do campo e teve pelo menos duas boas chances de marcar. Porém, quando chegou, o Casquinha colocou para dentro. Em um lance de posição bastante duvidosa, o atacante do time amarelo apareceu na cara de Juninho e com um toque sutil, deixou o time a frente no placar.

Mesmo com a desvantagem, o EA continuou atacando e levou o jogo para o intervalo com a intenção de buscar a virada no segundo tempo. Porém foi aí que o juiz resolveu entrar em cena de forma mais incisiva. Em pelo menos três lances, validou gols em situação inexplicavelmente irregular e empurrou com força o EA para o buraco do revés. Ao fim, o placar de 5 a 0 que refletia muito mais a injustiça do que o merecimento.

Provavelmente acostumados com a situação, os jogadores do time da casa comemoraram tranquilamente o resultado e pouco se importaram com a atuação da arbitragem. Já no lado do EA, a reclamação foi geral.

- Desse jeito qualquer time fica no G4. Me assusta o fato de não estarem no topo da tabela. Com uma arbitragem dessas eu seria campeão até da Champions League. - esbravejou Deyvson após a partida.

Infelizmente, mesmo com o amargo de uma derrota tão injusta, é necessário virar a página e olhar para a frente. E na próxima semana o EA terá um confronto direto com um adversário da parte de baixo da tabela. O alvi rubro receberá o Vento Sul, às 14 horas de sábado, na Arena.



Juninho | GOL 6,0
Fez boas defesas, mas se irritou muito com a arbitragem e se desconcentrou.
Betinho | LAD 5,5
Errou passes em excesso e não conseguiu fazer uma marcação eficiente nos atacantes adversários.
Carlinhos | ZAD 6,0
Esforçou-se bastante para fazer os desarmes, mas ficou perdido na marcação em diversos momentos.
Luciano | ZAE 5,0
Sofre com a readaptação a jogar na linha, foi muito mal no posicionamento.
Marlon | LAE 6,0
Tentou jogadas que não costuma arriscar, como dribles e arrancadas. Acabou se desgastando demais e saindo ainda no primeiro tempo, sem render aquilo que pode.
Deyvson | VOL 7,0
Tentou dar dinamismo ao time, acelerando as saídas de bola. Mas foi prejudicado pelo geral, que não foi bem.
??? | VOL 7,5
Excelente no posicionamento e desarmes. Deu equilíbrio ao meio de campo. Excelente jogador.
Lê Passos | MED 7,5
Apesar de ser a principal jogada de ataque do time na primeira etapa, acabou se apagando no segundo tempo, ao mudar de posição. Prejudicou a si mesmo e ao time.
Lê Cunha | MEE 5,5
Não encontrou espaço para jogar e acabou se anulando. Não marcou, não armou e deixou o time carente de seu futebol.
??? | ATA 6,0
Jogador jovem e ousado, não se escondeu do jogo. Porém falhou ao não simplificar as jogadas quando teve oportunidade.
Thyago | ATA 6,0
Teve duas boas chances no primeiro tempo, mas não conseguiu marcar. No segundo, colocou uma bola na trave e nada mais.
Chuta-Chuta | ATA 4,5
Brigou com todo mundo, entrou na pilha adversária e jogou pra si. Nem deveria ter entrado.
Teve em seus pés as chances mais claras de gol, três ao todo. Depois de desperdiçar a primeira acabou se abatendo e aos poucos se apagando no jogo. Pesou a falta de experiência para encarar a dificuldade.