Renascido

Patrick em ação após longo tempo de inatividade: jogador não escondeu a emoção.
Foto: Thyago Pacheco

NOTÍCIA | 25/02/2016 | POR: THYAGO PACHECO
Feliz pelo retorno aos gramados, Patrick garante: "lição aprendida!".

No jogo treino do último sábado, um fato não passou despercebidos pelos jornalistas e torcedores presentes na Arena. Em meio a tantos cliques, chamados e gritos de histeria, um nome ganhou destaque e chamou mais atenção. O zagueiro Patrick, que retornava aos campos após um longo período afastado, não fazia questão alguma de esconder seu semblante de alegria e ansiedade por estar novamente calçando as chuteiras.

O jogador estava afastado das atividades com o grupo desde o início do segundo semestre de 2015. Após uma série de exames foi detectada uma grave lesão no púbis do atleta, que alegou vir há tempos sentindo um desconforto no local, mas sem informar ao departamento médico do EA. Segundo Patrick, era uma "dorzinha suportável". Porém, após a insistência da família, o jogador se submeteu a exames de imagem em uma clínica particular na grande Florianópolis e acabou surpreendido: a tal "dorzinha" era nada mais nada menos do que uma lesão de alto risco na região pubiana, que poderia inclusive exigir a intervenção cirúrgica.

Por sorte, os demais exames descartaram por pouco a cirurgia, mas não impediu o veto. Patrick acabou fora do restante da temporada, se tornando o mais novo ilustre torcedor das arquibancadas da Arena.

Após um longo processo de tratamento aliado a uma severa dieta para perda de peso, o jogador reapareceu sábado com uma aparência realmente muito mais esbelta. O suficiente, inclusive, para convencer a comissão técnica a lhe escalar no meio de campo, na vaga de Betão.

Após o jogo, Patrick admitiu a dificuldade em reconhecer a lesão e aceitar o afastamento. Mas afirmou que isso servirá de lição para o futuro e agradeceu a esposa pelo "puxão de orelhas".

- Confesso que fugi. Fugi sim dos exames talvez por medo de ouvir o pior do médico. Mas sei que foi errado e esse susto serviu de lição. Só posso agradecer ao carinho do torcedor, da comissão técnica e principalmente da minha família. Minha esposa precisou literalmente me levar pelo braço até a clínica e, graças a Deus que ela fez isso (risos).