Quem não faz...

EA teve total domínio da partida, mas não soube aproveitar as chances criadas.
Foto: Thyago Pacheco

NOTÍCIA |15/05/2017 | POR: THYAGO PACHECO
EA abusa de oportunidades desperdiçadas e amarga empate em jogo dominado.

Frustrado. Assim saiu o torcedor alvirrubro que lotou a Arena no último sábado e teve que aceitar um indigesto empate, conseguido pelo adversário nos minutos finais de uma partida que havia sido dominada durante o tempo todo pelo time da casa.

Um jogo incomum, com o EA fazendo aquilo que não é comum em seu estilo de jogo: toque de bola. Com paciência e inteligência, o alvirrubro controlou as ações principalmente no meio de campo, obrigando o GEAL a correr atrás da bola, levando ao desgaste mais rápido dos seus atletas. As lesões e suspensões obrigaram o EA a buscar atletas do time B, que atualmente participam de um preparatório para serem integrados ao time principal em breve. Entre eles, o grande destaque foi sem dúvida o volante Biza. Com muita garra e qualidade com a bola nos pés, o jogador determinou o ritmo do jogo e permitiu ao EA dosar a utilização da sua principal arma ofensiva: as infiltrações em velocidade de Lê Passos pelos lados do campo. Toda essa estratégia acabou liberando também outro jogador importante. Lê Cunha teve espaço para pensar e trabalhar as jogadas, sendo muito mais participativo nas jogadas ofensivas. A consequência foi um número impressionante de jogadas de perigo criadas a favor do EA.

No entanto, a sintonia se perdeu justamente entre os atletas do EA e as redes. Em uma sequência digna de filme de suspense, os atletas do EA iam uma a uma, desperdiçando as oportunidades, muitas vezes em situações claras, com apenas o goleiro a sua frente. Nem mesmo o gol marcado por Renê ainda no primeiro tempo foi capaz de dar aos jogadores do EA a tranquilidade necessária para matar o jogo.

Fazendo juz ao antigo ditado de que "quem não faz, toma", o GEAL conseguiu após uma arrancada já nos minutos finais da partida, o gol que selou o empate com gostos distintos para cada uma das equipes. Ao tempo que os jogadores do GEAL vibravam celebrando o empate, o time do EA deixava o gramado com cara de quem não conseguia sequer descrever a história que estava sendo escrita naquela tarde. Um dia de gratas surpresas, mudanças positivas no estilo de jogo, mas um sabor nada agradável do "quase".